RESILIÊNCIA COMUNITÁRIA COMO ALTERNATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL EM FACE DAS TRANSFORMAÇÕES SOCIOECOLÓGICAS NO JALAPÃO, TOCANTINS

Título da Publicação
RESILIÊNCIA COMUNITÁRIA COMO ALTERNATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL EM FACE DAS TRANSFORMAÇÕES SOCIOECOLÓGICAS NO JALAPÃO, TOCANTINS
Autores (Pesquisadores)
Nome Completo
Prof. Dr. Cleiton Silva Ferreira Milagres

Bacharel em Gestão de Cooperativas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) com mestrado em Extensão Rural (UFV) e doutorado em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Atualmente é professor adjunto IV no curso de Administração e coordenador do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional (PGDR/UFT) e colaborador do Programa de Pós em Gestão de Políticas Públicas (GESPOL/UFT). Fundador do Núcleo de Estudos Rurais, Desigualdades e Sistemas Socioecológicos (NERUDS). Lidera o Grupo de Pesquisa e Extensão "Cooperativismo, Extensão Rural e Processos Participativos". Membro do Comitê Internacional do SIBEP.

ODS
ODS 1: Erradicação da Pobreza
ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável
ODS 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico
ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis
ODS 13: Ação Contra a Mudança Global do Clima
ODS 15: Vida Terrestre
Autores
Cleiton Milagres
Ano de Publicação
2022
Revista/Veículo
Desenvolvimento e Meio Ambiente
DOI
10.5380/dma.v59i0.75460
Resumo
O Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana, principalmente com a crescente expansão agrícola, que tem ocasionado um progressivo esgotamento dos seus recursos naturais. É nesse bioma que está o Jalapão; uma região marcada por inúmeros projetos de desenvolvimento e por uma população que tem sido constantemente beneficiária de políticas públicas. A região viu-se afetada em tempos recentes pelo estabelecimento de unidades de conservação e pelos seus atrativos turísticos, que têm alterado em muito a dinâmica socioeconômica local. Aos vetores de câmbio temos que acrescentar a existência de grandes áreas do agronegócio destinadas ao plantio de soja. Este trabalho tem por objetivo compreender as adaptações da comunidade jalapoeira dos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins a este contexto desde a perspectiva do conceito de resiliência: como esta se manteve para se adaptar diante das adversidades que impactaram seus recursos comunitários e seu modo de vida no sistema socioecológico do Jalapão. A pesquisa incorporou três estratégias metodológicas: a análise bibliográfica, a documental e a pesquisa de campo. A consideração do Jalapão como um sistema socioecológico permitiu a identificação das interações entre as comunidades e a natureza para comparar com as mudanças acontecidas. A capacidade adaptativa dos jalapoeiros frente aos três grandes choques – a criação das unidades de conservação, o turismo e o agronegócio – demonstraram que a identidade do jalapoeiro pode ser entendida como uma metáfora da resiliência do sistema que passou por inúmeras transformações sociais, econômicas, ambientais e culturais. A perspectiva adotada é uma ferramenta útil frente à identificação das forças e potencialidades do sistema socioecológico e, portanto, uma forma de encontrar mecanismos para a superação das dificuldades e ajustes às transformações pertinentes para o Jalapão.